FACULDADE DE ILHÉUS REALIZOU O PRIMEIRO SEMINÁRIO DE ONCOLOGIA

A Faculdade de Ilhéus realizou o I Seminário de Oncologia, promovido pelos estudantes do sexto semestre do curso de Enfermagem, na semana passada, que contou com exposições dos médicos especialistas, mastologista José Slaibi Filho, radicado na cidade há 30 anos, e o oncologista Caio Silvério, da AMO - Assistência Multidisciplinar em Oncologia.

Coordenado pelas professoras Maria Viviane e Luciana Lemos, o evento teve também a participação de senhoras do Grupo Se Toque, que relataram experiências durante o tratamento do câncer de mama. Durante as inscrições foram arrecadados alimentos não perecíveis entregues à Casa de Apoio Dom Eduardo, que assiste aos pacientes oncológicos no município de Ilhéus. O curso de Enfermagem é coordenado pelo prof. Robson Vidal. Segundo o mastologista José Slaibi Filho, a incidência de câncer de mama em pacientes abaixo de 40 anos é muito baixa. "A partir dessa idade, é fundamental fazer mamografia todo ano. Na Saúde Pública, quem faz a coleta é a enfermeira; é ideal que essas enfermeiras examinem, porque é o recurso que se tem de acesso do paciente. O acesso do paciente à mamografia é muito difícil. É muito pouco exame disponível à população de baixa renda," disse ele. O câncer de mama tem uma incidência e uma taxa de mortalidade muito elevadas no Brasil. O médico explicou que as mulheres têm certa resistência à mamografia, porque é um exame que incomoda. "É o exame que tem a questão mistificada da radiação. No rastreamento, a mamografia consegue ter 80% de eficácia, ou seja, a cada 100 mulheres, 20 vão fazer o exame e não vai aparecer o câncer.". Falando sobre os riscos do câncer de mama, Slaibi disse que a mulher de hoje bebe mais, fuma mais, e isso aumenta o risco do câncer de mama. Ele também informou que os churrascos são fatores de riscos e a obesidade é considerada fator de risco para o câncer de mama quando a paciente ganha peso após a menopausa. O oncologista Caio Silvério, antes de abordar o tema "Câncer do Colo Uterino", fez um breve histórico sobre a campanha Outubro Rosa , desde o surgimento nos Estados Unidos, a aceitação mundial até a campanha no Brasil. Por outro lado, informou que as estatísticas de 2012 mostram que ocorreram, no mundo, 528 mil novos casos de câncer de colo uterino, que é o quarto câncer mais comum em mulheres, sendo que 85% ocorre em países em desenvolvimento e 15 % em países desenvolvidos. O cenário no Brasil, usando as estatísticas do Inca 2014, - excetuando o câncer de pele (melanoma), o câncer de mama ocorreu em 57 mil mulheres, seguido de intestino 17.500, e colo uterino, 15.590 casos novos, o terceiro no Brasil. Na Bahia, o câncer de colo do útero registrou, em 2014, 1.120 novos casos, sendo 260 na capital. O fator de risco mais importante é a infecção por HPV (papiloma vírus humano). Caio afirmou ainda que "A importância do diagnóstico precoce, do rastreamento, no caso do câncer de mama, a mamografia é o mais eficaz, e no caso do câncer uterino é o Papanicolau. Sendo que hoje, o câncer de colo uterino ganhou uma arma muito importante para a prevenção, que é a vacinação contra o HPV.".

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